Clipping Semanal – 15/10

Voltar ao Blog

Clipping Semanal – 15/10

Em 15 de Outubro, comemora-se o Dia dos Professores no Brasil. No dia 15 de outubro de 1827, Dom Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. A ideia era inovadora, revolucionária e teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida. Foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor. Por isso, neste dia tão importante para o futuro do nosso país e do mundo, a EGA deseja um parabéns à todos àqueles que se dedicam a levar a educação: de porta em porta, de cidade em cidade, de computador em computador, de país em país. Obrigado aos professores e às professoras!!

Agora, abaixo segue o nosso clipping semanal:

1) Senador flagrado com dinheiro na cueca pede para sair da vice-liderança do governo Bolsonaro

Diante das pressões vindas do Palácio do Planalto, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), alvo de uma operação da Polícia Federal e flagrado com dinheiro na cueca em sua residência, pediu nesta quinta-feira (15) para deixar a vice-liderança do governo no Senado.

A informação foi passada ao blog pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).

“Ele acabou de entrar em contato comigo, tomou a iniciativa de pedir afastamento do posto, para se defender. Já encaminhei o ofício sobre sua saída à Secretaria de Governo”, afirmou Fernando Bezerra.

2) Mais de 9,7 milhões de trabalhadores já tiveram jornada reduzida ou contrato suspenso

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, de abril a setembro, 9.734.159 de empregados formais tiveram redução de jornada e salário ou suspensão do contrato de trabalho. O governo prorrogou até 31 de dezembro o prazo para este tipo de acordo.

Criado em razão da pandemia, o chamado Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEM) foi instituído por meio de uma medida provisória em abril e já tinha passado por outras duas prorrogações, sendo que a última valia até este mês – veja mais informações sobre o benefício abaixo.

Como as medidas só valem enquanto durar o estado de calamidade pública, os acordos deverão ser encerrados no último dia de 2020. A estimativa do governo é de preservar 10 milhões de empregos.

O número de acordos celebrados entre empresas e empregados com carteira assinada era de 18.378.772 até setembro. Esse número reflete os acordos iniciais e as prorrogações dos mesmos e, por isso, supera o número de trabalhadores afetados.

A quantidade de acordos teve um pico de adesão em abril, com quase 6 milhões; se manteve na média de 3 milhões entre maio e julho; e em agosto e setembro caiu para o patamar de 1 milhão.

3) “É imperativo que as organizações se tornem mais diversas”

As companhias precisam se tornar mais diversas e devem ter a certeza de que se parecem com a sociedade a que servem, na visão do presidente da PwC nos Estados Unidos, Tim Ryan. As minorias – negros, mulheres e latinos, por exemplo – estão assumindo seus lugares na sociedade,
consumindo mais e querem se ver representadas.

“É imperativo que as organizações se tornem mais diversas. A diversidade trará as melhores respostas para as empresas”, disse o executivo ao Valor . Olhando para os níveis mais altos das empresas, os conselhos precisam ter o que Ryan chamou de “múltiplas versões de diversidade”. Além de gênero ou raça, é preciso ter as melhores habilidades, considerando diferentes perspectivas. “As empresas que estão indo melhor são as que não estão agindo apenas pela aparência, dizendo ‘preciso de mais três mulheres ou de mais dois negros’. Essa não é a melhor prática. Hoje é mais fácil perceber se uma companhia está agindo para cumprir um requisito, porque, segundo Ryan, há muitos grupos que olham para o que as companhias estão fazendo. “As informações são públicas, é fácil ver do que um conselho é formado. Vemos mais e mais as companhias lidando de forma transparente e compartilhando suas estratégias. Os investidores nem precisam procurar. A diversidade, de forma bem feita, é um ativo”.

4) Agenda privada sustentável supre omissões do governo

Enquanto na Europa os governos impõem a agenda de sustentabilidade e diversidade, no Brasil essa transformação está sendo liderada pelo setor privado. Na área de transportes, por exemplo, as matrizes de grandes multinacionais da indústria e do varejo pressionam para que os produtos que fabricam no país sejam transportados por caminhões cada vez menos poluentes.

Neste ano, a Scania começou a produzir veículos a gás que permitem o uso de biometano, um biocombustível feito a partir de resíduos de aterros sanitários ou de produtos agrícolas. Transportadores que atendem empresas como L’Oréal, Nestlé, Unilever e Carrefour aumentaram os pedidos desse tipo de caminhão em plena pandemia.

No setor de tecnologia, a Intel está lançando neste mês um índice global de inclusão para estimular e mensurar a diversidade na cadeia de fornecedores. No Brasil, a iniciativa reúne uma coalização de 15 empresas que vão se comprometer com um conjunto de metas de diversidade e com a divulgação dos resultados obtidos.

No setor rural, um grupo de empresários está montando um “corredor de conservação” no Pantanal (ver Pantanal ganha megaprojeto privado de conservação ). Iniciativas semelhantes em sustentabilidade e diversidade surgem em vários segmentos, como a da rede de varejo Magalu, que criou um programa de trainees exclusivo para negros. Em todos os casos, a ação do setor privado busca compensar a omissão do poder público.

No caso da Scania, a multinacional traz para o Brasil uma tendência que tem se verificado em todo o mundo. Segundo o vice-presidente global, Mathias Carlbaum, “a pandemia expôs a forma como estávamos tratando o mundo, chamou a atenção para as cidades sem trânsito e nos levou à conclusão de que esse é o mundo que queremos”.

5) Atento a cenário externo, dólar segue próximo a R$ 5,60

Temores sobre uma segunda onda de covid-19 na Europa mantiveram pressionado o mercado de câmbio no pregão de ontem. Após uma abertura em queda leve, revertendo parcialmente a alta de quase 1% da véspera, a moeda americana voltou a subir após a França reinstituir novamente o estado de emergência no país. No fim, fechou em alta de 0,37%, negociada a R$ 5,5991.

Outros pares emergentes se saíram melhor. Contra o peso colombiano e a lira turca, o dólar caiu 0,15% e 0,60%, respectivamente. Na outra ponta, ele subiu 0,92% contra o rublo russo, cujo país também começa a bater novos recordes de casos diários. O fato de a moeda americana se manter bastante pressionada mostra que a preocupação fiscal continua a pesar sobre o mercado, ainda que o debate sobre Renda Cidadã tenha saído do foco. “A poeira da disputa entre as narrativas fiscalista, de um lado, e desenvolvimentista e focada nas eleições, de outro, só baixou. O elefante continua na sala, até por isso o câmbio se consolidou nesse patamar alto”, diz Erminio Lucci, diretor-executivo do BGC Liquidez.

6) Aumento do protecionismo pode elevar perdas para exportadores

As exportações do agronegócio brasileiro são afetadas por uma série de barreiras comerciais adotadas por vários países, como tarifas de importação, quotas, restrições de caráter sanitário e fitossanitário e subsídios, que restringem o acesso dos produtos brasileiros a mercados. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 27 barreiras no setor agrícola brasileiro, praticadas por 41 países. Mais da metade das restrições foi imposta por países do G-20, liderados pela China (cinco medidas) e seguidos por União Europeia (quatro), Japão (três), Índia (duas) e México (duas).

“A agropecuária e agroindústria são o setor mais afetado”, afirma Constanza Negri Basutti, gerente de política comercial da CNI. Estudo feito pela Fundação Getulio Vargas para a CNI, em 2018, mostrou que, considerando-se apenas dois tipos de barreiras técnicas, sanitárias e fitossanitárias, o país perde anualmente cerca de 14% em receita de exportação de produtos do agronegócio.

O combate às barreiras exige continuidade e persistência nos diferentes fóruns – OMC, mecanismos bilaterais, comitês da OMC e outros órgãos internacionais, como a FAO, diz Basutti. “Uma agenda de eliminação de barreiras, que é pública e privada, precisa ser ofensiva, tempestiva e persistente”, afirma. A situação tende a agravar-se depois da pandemia, com o aumento esperado do protecionismo nos principais mercados. As medidas restritivas visam proteger a produção local e costumam intensificar-se em momentos de crise econômica.

7) Pazuello prevê vacina contra coronavírus para abril e abre crise com estados

O Ministério da Saúde apresentou na tarde desta quarta-feira (14) um cronograma para vacinação contra Covid-19 e abriu uma crise com secretários estaduais. Para parte dos presentes na reunião, o governo federal está ignorando o imunizante que tem participação do Instituto Butantan –ainda em fase de testes. João Doria (PSDB-SP) anunciou as primeiras doses para o mês de dezembro.

8) Serviço postal universal e “nova” Anatel: o que diz o projeto de privatização dos Correios Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/privatizacao-dos-correios-projeto-servico-postal-anatel/ Copyright © 2020, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, entregou ao Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (14), a minuta do projeto de lei que abre caminho para a privatização dos Correios. O texto agora será analisado pela Secretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ) e pela Casa Civil antes de ser encaminhado ao Congresso Nacional. A expectativa é enviar o PL até o início de novembro ao Parlamento. A meta do governo é que a privatização aconteça em 2021, depois que for autorizada pelo Congresso.

O projeto vai criar o Sistema Nacional de Serviços Postais, um marco legal para o setor postal, o que hoje não existe. Esse marco vai permitir que o serviço postal (entrega de correspondências) seja prestado por empresas privadas via concessão comum ou patrocinada, desde que respeitada algumas regras presentes no projeto, como a da universalidade. A legislação atual determina que o serviço postal precisa ser prestado por empresa pública, no caso os Correios, o que impede a privatização da estatal.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério das Comunicações, o serviço postal vai ser delegado a um “operador postal designado” no decorrer do processo de privatização dos Correios, mas esse novo operador será obrigado a respeitar o princípio da universalidade do serviço postal.

“O projeto de privatização vem para melhorar a entrega, para melhorar a capacidade de entrega dos Correios. E, que fique bem claro, quem recebe cartas, boletos, qualquer embalagem dos Correios, em qualquer lugar do país, a parte da universalização está mantido”, disse o ministro das Comunicações, Fábio Faria, em coletiva de imprensa nesta manhã, após entregar o texto ao Planalto.

9) Guedes eleva economia estimada com reforma administrativa para R$ 450 bilhões

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje que a economia do governo com a reforma administrativa em dez anos pode chegar a R$ 450 bilhões. Isso deve acontecer porque a taxa de reposição (contratação de servidores para fazer frente aos aposentados) está em 26%. A estimativa inicial do governo era de economia de R$ 300 bilhões em de anos com taxa de reposição de 70%.

No início de setembro, o governo Bolsonaro encaminhou ao Congresso uma proposta de reforma administrativa, que não inclui os atuais servidores e membros de outros Poderes.

“Como disse o presidente da Câmara [Rodrigo Maia], nós mantivemos os direitos do funcionalismo atual, lançamos a base de um funcionalismo futuro, com muito mais meritocracia e avaliação de resultados”, disse Guedes, em abertura de seminário virtual promovido pelo IDP.

DESEJAMOS A TODOS UM ÓTIMO FIM DE SEMANA E ATÉ SEMANA QUE VEM!!

DEIXE SEU COMENTÁRIO ABAIXO.

Compartilhar este post

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao Blog