Clipping Semanal – 01/09

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Clipping Semanal – 01/09

Setembro começa com bastante incerteza. De um lado muitos clientes falando que estão otimistas para estes últimos meses de 2020, de outro muitos ainda segurando bastante suas importações e reduzindo os custos ao máximo. Quanto a EGA, não estamos pessimista ou otimista, pois, na verdade, enxergamos o potencial do mercado, a necessidade de se adaptar a situações como a que vivemos hoje e a capacidade de nossos colaboradores de entregarem as melhores soluções aos nossos clientes.

Dentro desta perspectiva, escolhemos as principais notícias desta última semana a fim de mantermos nossos leitores e seguidores sempre atualizados.

1) Justiça anula decisão que suspendia cobrança de SSE/THC-2 pela BTP.

A Justiça Federal anulou a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que suspendeu a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega de Contêineres(SSE) pela Brasil Terminal Portuário (BTP). Na sentença o juiz Frederico Botelho de Barros Viana, da 4ª vara federal de Brasília, entendeu que deve prevalecer a competência específica da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para deliberar sobre a matéria.

A disputa entre operadores portuários e terminais retroalfandegados quanto à cobrança da SSE/THC-2 é objeto de ações milionárias no Judiciário. A decisão na 4ª vara, desdobramento do entrave entre a as empresas Marimex e BTP, permite que a operadora volte a cobrar os terminais retroportuários pelo serviço. Há cerca de três anos, a Marimex ofereceu denúncia contra a BTP, que originou a instauração de um procedimento administrativo.

A Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) destacou que a decisão é mais um passo importante para a compreensão da importância do SSE para o segmento portuário. “A estabilidade regulatória é alcançada quando é compreendida, e uma decisão como essa ressalta como o regime de liberdade de preços e a prestação do SSE integram avanços em serviços revertidos em melhorias para toda a cadeia logística”, disse o presidente da associação, Sérgio Salomão.

2) Portos do Paraná firma primeiro aditivo para exploração de área

A Portos do Paraná renovou o contrato para movimentação de granéis vegetais pela PASA – Paraná Operações Portuárias, no Porto de Paranaguá. Este é o primeiro termo aditivo celebrado pela Portos do Paraná, que é empresa pública e autoridade portuária local, desde que recebeu autonomia para administrar contratos de exploração de áreas, em agosto de 2019.

3) BR do Mar propõe criação de nova empresa que poderá aumentar a oferta de navios

O Projeto de Lei (nº 4.199/20), BR do Mar, que tramita em regime de urgência no Congresso Nacional propõe a criação de uma nova figura no mercado, a Empresa Brasileira de Investimento em Navegação. Conforme afirmou a engenheira e sócia da Leggio Consultoria, Camila Affonso, tal empresa pode aumentar a oferta de navios, bem como propiciar mais competição. Apesar disso, ela alerta para pontos críticos do projeto que podem afetar negativamente a competitividade, sobretudo para o transporte de granel.

De acordo com Camila, a criação da oportunidade de um player que tem o ativo, isto é, elevado capital necessário para atuar nesse mercado, mesmo que não haja o interesse em gerenciar contratos para transportar cargas foi um ponto positivo do programa. Além de ser um novo modelo de negócio, as empresas poderão aumentar a oferta de navios e, consequentemente a competitividade para o setor. Uma das principais barreiras para a entrada de novos players neste mercado tem sido justamente o alto custo dos ativos, ou seja, os navios. Portanto, uma nova empresa que queira atuar como EBN e tenha contratos de transporte, mesmo que não tenha o ativo, poderá com o apoio da Empresa Brasileira de Investimento em Navegação atuar nesse mercado.

4) Escritórios precisam ser mais flexíveis e adaptáveis, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Condeco e Worktech, com 1000 líderes de 7 países, indica a tendência de criação de espaços de trabalho mais casuais e flexíveis, que podem atender a necessidades específicas de um funcionários em um determinado momento. Também mostra que, para a criação de um escritório mais produtivo e colaborativo, é preciso investir na integração de tecnologias.

5) Santos Brasil diz que estuda oferta de ações e já começou a engajar bancos

A Santos Brasil informou nesta segunda-feira que está estudando a possibilidade de realizar uma eventual oferta pública de ações com esforços restritos e que começou o processo de engajamento de instituições financeiras para tal evento. Em fato relevante, a companhia disse que BTG Pactual, Morgan Stanley, XP Investimentos e Goldman Sachs foram engajados para “prestação de serviços de coordenação da potencial oferta”.

A empresa afirmou no documento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que possui vasto “track record” na operação de ativos portuários e logísticos no Brasil. Santos Brasil reforçou que não definiu ou aprovou, até o momento, a efetiva realização da potencial oferta ou os seus termos e condições e que a sua confirmação, entre outros fatores, depende de aprovações necessárias e condições de mercado. (Reuters)

6) Pandemia piora resultado comercial do Brasil com a Argentina; a China avança.

Tradicionalmente o Brasil sempre foi o principal parceiro comercial da Argentina. Mas com as crises, o relacionamento difícil entre os governos dos dois países e, agora, com a pandemia, a situação ficou pior. A China alcançou a liderança como principal destino das exportações argentinas em setembro do ano passado com um saldo comercial de US$ 74 milhões. E agora, na pandemia, segue liderando principalmente com compras de carne bovina e soja, comando vendas mensais superiores a US$ 500 milhões.

Enquanto isso, com o Brasil, os negócios estão em queda. De janeiro a julho, as exportações do país para a Argentina somaram US$ 4,394 bilhões, com queda de 26,8% frente ao mesmo período do ano passado. As importações ficaram em US$ 4,227 bilhões, com recuo de 32% frente ao ano anterior.

7) Survey Shows More Women Moving Into Top Supply-Chain Jobs / “Pesquisa mostra que mais mulheres estão subindo a cargos mais altos na cadeia de suprimentos”

Women are taking a greater share of top corporate supply-chain roles, with retail and consumer goods businesses showing the strongest leadership pipelines, according to a new report.

Seventeen percent of chief supply-chain officers are now women, an annual Gartner Inc. survey found, up from 11% in 2019 and the highest proportion since the survey’s first edition in 2016. The 2020 Women in Supply Chain Survey, released Tuesday, gathered data from 177 shippers and supply-chain providers with more than $100 million in revenue.

But the path to top positions at those companies shows signs of erosion. Although women in 2019 accounted for 28% of supply-chain vice presidents or senior directors—increasing the pool of women who could be promoted into top roles—that share fell to 21% this year, the survey found.

Softening economic conditions ahead of the coronavirus pandemic may have contributed to that decline, with some organizations viewing gender inclusion initiatives as more of a human resources function “and therefore optional,” said Dana Stiffler, a vice president analyst at Gartner’s supply-chain practice.

As the pandemic batters the economy, “the concern is that in this moment…people who are midcareer or at an inflection point are at risk,” Ms. Stiffler said. Overall, women accounted for 39% of the total supply-chain workforce, the same as in 2019, according to Gartner. Gartner is working with an industry group on a similar survey looking at people of color in the profession, she said.

Supply-chain management has long been a male-dominated field, particularly at the top ranks. Last year, men supply-chain professionals earned on average 22.6% more than women, according to an Institute for Supply Management survey that found gender pay disparities across job titles, including C-suite roles. Among those who disclosed race in the ISM survey, white respondents earned on average more than Black and Asian respondents, with the latter group reporting the lowest average compensation.

On the gender side, retailers and consumer goods companies reported women held 25% of vice president level positions, compared with 13% representation at industrial organizations, Gartner said. Some of that disparity is because women are less likely to have a specialized degree in fields such as science or engineering, a qualification that 55% of industrial companies prefer for senior supply-chain hires compared with 39% of consumer businesses, Gartner said. Consumer and retail organizations also were more than twice as likely to have formal targets and specific goals for gender diversity, said Ms. Stiffler, which she said can help companies attract and retain diverse talent.

“When you go back five or 10 years ago, it was a desert there, too,” she said. “So it’s not just because women buy diapers. It’s because companies systematically went after it.”

 

TRADUÇÃO:

(As mulheres estão assumindo uma participação maior nas principais funções da cadeia de suprimentos corporativa, com os negócios de varejo e bens de consumo mostrando os mais fortes canais de liderança, de acordo com um novo relatório.

Dezessete por cento dos diretores da cadeia de suprimentos agora são mulheres, revelou uma pesquisa anual da Gartner Inc., acima dos 11% em comparativo com 2019 e a maior proporção desde a primeira edição da pesquisa em 2016. A Pesquisa Mulheres na Cadeia de Suprimentos, divulgada terça-feira, reuniu dados de 177 transportadores e fornecedores da cadeia de suprimentos com mais de US $ 100 milhões em receita.

Mas o caminho para posições de liderança nessas empresas mostra sinais de erosão. Embora as mulheres em 2019 representassem 28% dos vice-presidentes ou diretores seniores da cadeia de suprimentos – aumentando o número de mulheres que poderiam ser promovidas a cargos importantes – essa participação caiu para 21% este ano, descobriu a pesquisa.

O abrandamento das condições econômicas antes da pandemia do coronavírus pode ter contribuído para esse declínio, com algumas organizações vendo as iniciativas de inclusão de gênero mais como uma função de recursos humanos “e, portanto, opcional”, disse Dana Stiffler, analista vice-presidente da prática de cadeia de suprimentos do Gartner.

À medida que a pandemia atinge a economia, “a preocupação é que, neste momento … pessoas que estão no meio da carreira ou em um ponto de inflexão correm risco”, disse Stiffler. No geral, as mulheres representam 39% do total da força de trabalho da cadeia de suprimentos, o mesmo que em 2019, de acordo com o Gartner. O Gartner está trabalhando com um grupo do setor em uma pesquisa semelhante que analisa as pessoas de cor na profissão, disse ela.

O gerenciamento da cadeia de suprimentos há muito tempo é um campo dominado pelos homens, principalmente nos escalões superiores. No ano passado, os homens profissionais da cadeia de suprimentos ganharam em média 22,6% mais do que as mulheres, de acordo com uma pesquisa do Institute for Supply Management que descobriu disparidades salariais de gênero entre cargos, incluindo cargos executivos. Entre aqueles que revelaram raça na pesquisa ISM, os entrevistados brancos ganharam em média mais do que os entrevistados negros e asiáticos, com o último grupo relatando a remuneração média mais baixa.

Do lado do gênero, varejistas e empresas de bens de consumo relataram que as mulheres ocupavam 25% dos cargos de vice-presidente, em comparação com 13% de representação em organizações industriais, disse o Gartner. Parte dessa disparidade ocorre porque as mulheres são menos propensas a ter um diploma de especialização em áreas como ciências ou engenharia, uma qualificação que 55% das empresas industriais preferem para contratações de cadeia de suprimentos sênior em comparação com 39% das empresas de consumo, disse o Gartner. As organizações de consumo e varejo também têm duas vezes mais probabilidade de ter metas formais e metas específicas para a diversidade de gênero, disse Stiffler, que pode ajudar as empresas a atrair e reter talentos diversos.

“Quando você volta, cinco ou dez anos atrás, também era um deserto”, disse ela. “Portanto, não é só porque as mulheres compram fraldas. É porque as empresas sistematicamente perseguiram isso.”)

 

Espero que tenham gostado dos destaques desta semana.

 

Até semana que vem e boa semana a todos!

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